Quarta-feira, Novembro 19, 2008


Não vou abandonar esse blog (ainda), mas criei outro.... na verdade, criei um blog para divulgar pequenas (e grandes) ações do nosso dia-a-dia que podem ser mudadas para melhorarmos os problemas ambientais....

Por favor, visitem: http://antesqueseja.blogspot.com/

delirado por SombradeSonhos

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Quinta-feira, Outubro 23, 2008


E como é que a gente faz quando precisa dar um puxão de orelha em alguém que sequer imagina o que estamos sentindo? Como chegar para amigos e falar "olha, às vezes, eu também preciso de ajuda" sem parecer cobrança e sem parecer egoísmo? Como pedir "por favor, será que vc pode, pelo menos uma vez, perguntar como eu estou?".
Meu grande problema, além do fato de que eu sou boazinha demais, é que de tanto me preocupar com as pessoas e tentar resolver os problemas de todo mundo, elas acabam me julgando forte e suficiente, e simplesmente ESQUECEM de que chega uma hora em que a paciência esgota e que eu preciso resolver os MEUS problemas sozinha, pq quando EU preciso de ajuda, poucas pessoas estão por perto para me ajudar, ou para pelo menos me escutar. E normalmente, são as pessoas que eu menos espero que me ajudam.
Entendam, não é uma cobrança. Mas eu não sou nenhuma santa ou coisa parecida, chega uma hora que apenas doar cansa. Vez ou outra, eu gostaria de receber, nem que fosse um simples OI.
Porque eu realmente tento ser o mais suficiente e forte possível, sabe pq? Pq se eu dependesse de certas pessoas, eu estaria REALMENTE fudida. Pq eu posso doar minha saúde, disposição, tempo, paciência, força e tudo o mais para quem quer que seja.... deixo de lado minha vida e tudo o mais... e PARA QUE, eu me pergunto.... PARA QUE?
Alguém aí pode me responder?

delirado por SombradeSonhos

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Terça-feira, Junho 24, 2008


Pilares foram projetados para sustentar, não para serem sustentados. Pilares devem ser fortes o suficiente para se auto-sustentar, sem a ajuda de outras estruturas. Essa é sua natureza: ser firme, rígido, imponente, estático. Pilares podem não ter a graça e a leveza de uma escultura, nem mesmo possuir o colorido de uma parede ou de um edifício, sequer podem se gabar de sua beleza. Mas eles estão ali, cumprindo sua tarefa, pontuais, necessários.
Pilares raramente ficam expostos e só mesmo os olhares mais atentos conseguem perceber e sua existência, que é ao mesmo tempo tão necessária e tão esquecida. Mas nem por isso deixam de exercer seu papel. Pilares não recebem prêmios, não são exibidos em exposições e em raros momentos são motivo de orgulho. Mas nem por isso fraquejam.
Pilares foram projetados para resistir às mais duras provas e, enquanto as outras estruturas desabam, eles continuam sólidos. Talvez sofram algum pequeno dano, uma ou outra marca testemunhará o ocorrido. Mas eles ainda estarão lá. E somente esses momentos de desgraça farão com que sejam verdadeiramente valorizados, ao menos enquanto a fragilidade das estruturas ao seu redor continuar evidente, pois serão eles que darão sustento para a reconstrução do conjunto, restabelecendo a ordem e equilíbrio da construção. Sua glória durará apenas enquanto a memória humana conseguir lembrar das ruínas, o que em tempos globalizados, significa apenas uma efêmera fração de tempo. Mas os pilares estarão ali, intocáveis, pois sua existência pode ser sintetizada na seguinte máxima: sustente a ti mesmo para poder sustentar os que estão ao teu redor.

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Domingo, Junho 22, 2008


Definitivamente, sem modéstia nenhuma, eu precisava arranjar uma pessoa como eu para poder colocar minha vida em ordem. Cansei de só ajudar. Quero ser ajudada um pouco. Cansei.

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Quarta-feira, Junho 11, 2008


Agora que começara a tomar as rédeas de sua vida, passava as noites insones, rolando entre os planos e a incerteza, entre a incoerência de seus pensamentos e sua capacidade de sonhar. Cada momento parece ser definitivo, tudo ou nada. O equilíbrio parece finalmente ter resolvido dar as caras, mesmo que timidamente.
O tempo, agora tão disponível, clama por preenchimento. Cada decisão faz com que a vida pareça voltar a ter um sentido.
Após pagar uma possibilidade, resolveu vagar pela biblioteca. Todos os sentidos despertos, buscou a solidão aconchegante das estantes mais escondidas. Andava pé ante pé, silenciosamente. Sentia o cheiro macio dos livros antigos. Tateava suas lombadas, sentindo suas curvas e texturas. Buscava. Como por encanto, um título chamou-lhe a atenção. E outro. E mais outro. E assim, até o quinto volume. Abraçou-os, como se fossem um precioso tesouro a ser descoberto.
O que fazer do tempo? Resolveu vagar, sentindo o vento bater-lhe no rosto conforme pedalava. Mas foi interrompida por uma deliciosa mistura de conversas despretenciosas, como há muito não ousava ter. Dirigiu-se, leve, ao local onde, um dia, encarara um protótipo de arco-íris. Foi testada e riu-se. E partiu, ainda leve. Pedalara vagarosamente até sua casa, querendo aproveitar cada segundo do final de uma tarde tranquila. Passeou com a cachorra, sentindo a plenitude de todos os seus sentidos. Enfim, chegou à casa, paladar e audição aguçados e estimulados.
Cada momento com seu encanto.

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Sexta-feira, Junho 06, 2008


O dia começou cedo demais. 5:30 o despertador deu sinal de vida. Um copo de leite e os trabalhos deixados para trás na noite anterior foram feitos. Correria. Faculdade. Durante o percurso, sorria.Chegando, o mato estava recém cortado, exalando um cheiro delicioso de infância e liberdade. E, enfim, depois de passados três anos, sentia-se bem ali. Conversas, risadas e alguns comentários maldosos. Comentários feitos no silêncio coletivo que deveriam constranger, divertiram. E assim, passou a manhã. Leve. Rápida. Divertida. Como nunca houvera sido. Música e silêncio encontraram-se.
Porém.... e sempre existe um porém....
Entrara naquela sala envidraçada e sem vida. Alguns sofás rasgados, uma mesinha velha com uma pilha de revistas mais antiga ainda, muito pó e plantas artificiais. Quase não havia paredes mas havia vidraças por todos os lados. O cenário era digno de ser ignorado. Lá fora, o sol tentava inutilmente ultrapassar a barreira formada pelas árvores. À distância, podia observar aqueles que passavam despreocupadamente, cuja maior preocupação era manterem-se equilibrados em cima de uma bicicleta. De certa forma, esse também era seu desejo: manter-se em equilíbrio. Até que ela percebeu sua presença. Lá estava ele, escondido entre os azulejos sujos do chão. Imperceptível, ele tremulava, pequenino, tímido. Era quase invisível. Mas sua presença dava um "que" de alegria ao local. Na verdade, o contraste entre suas cores, mesmo que pálidas, e aquele local era gritante. Era quase um atentado contra o pudor. Um arco-íris.
Chamaram seu nome. Entrou. E ali, defrontou-se com uma realidade subjetiva. Inventou histórias e, como tal,com um certo fundo de verdade. Talvez, até mais do que pudesse imaginar. E eram ELES que, um dia, poderiam dizer isso. Finda a sessão, saiu. E saindo, teve que enfrentar o mundo que a espiava pela vidraça. O arco-íris já não estava mais lá. Buscou por suas cores e deu de cara com o chão acinzentado. E bem, não havia escolha. Saiu. O sol sapecou-lhe o rosto, carinhosamente. Mas alguma coisa havia mudado. Mesmo o dia ensolarado e bonito perdera um pouco de sua alegria. Faltava pouco mais de meia hora para a próxima obrigação e o que fazer do tempo livre?
Andou. Sem rumo, sem direção. Caminhou lentamente, pé ante pé, passo por passo, por aquele local que, de repente, lhe pareceu tão desconhecido e distante. Os sentidos todos se aguçaram. Como sobreviver a intensidade triste do momento? O excesso de pessoas superficialmente felizes lhe pareceu um pecado. Afastou-se. Caminhou mais 10 minutos, evitando qualquer contato humano. Apenas as árvores, a brisa e o sol como testemunhas. Encontrou um banco que nunca estivera no local. Sentou-se. Logo abaixo, no chão, uma pinha semi-aberta. As mãos rapidamente a envolveram. Era dura, mas ao mesmo tempo, possuia uma certa fragilidade e isso pareceu tão impuro que resolveu que era hora de despedaçá-la. Conforme ia arrancando os pedaços, o cheiro da pinha a envolveu, assim como, de repente, o cheiro da terra, das árvores ao redor e até mesmo da brisa. Arrancou com mais força. Sentia a textura do ser em suas mãos. Mais uns pedaços ao chão e foi interrompida por um cumprimento. Mas não deixou que o encanto do momento se perdesse. Continuou arrancando os pedaços. O momento foi ficando cada vez mais intenso. Tão intenso que chegava a doer. Doia-lhe pensar que aquilo tudo ia passar. As cores lhe pareciam mais reais. Os cheiros, tão mais intensos. A textura da pinha fazia cócegas em suas mãos. E a própria visão das pequeninas mãos destroçando aquele resto de ser parecia tão encantadora. E continuou seu trabalho, até restar somente um pequeno fragmento. Guardou-o na bolsa. Não queria que tudo acabasse assim. O momento acabara-se.
Caminhou até outros seres humanos. Sentiu necessidade de abraçar uma árvore próxima, mas conteve-se. Tirou as sandálias e se contentou com o atrito suave do asfalto em seus pés. Pisou disfarçadamente em um pouco de terra. Se pudesse, deitaria na grama. Mas conteve-se novamente. E assim, rumou para suas obrigações.
Durante a aula, dormiu. Profunda e pesadamente. Acordou assustada. Cumpriu com suas obrigações e partiu. Novamente, música e silêncio se encontraram. Constrangimento.
E foi assim. Somente assim. Um dia atípico. Um dia. Apenas um dia. E mais nada.

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Sexta-feira, Maio 16, 2008


E quem disse que seria fácil?

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Terça-feira, Maio 13, 2008


E-mail lindo que recebi da minha mãe e gostaria de compartilhar...

"Sinta-se tão grato à existência quanto possível - pelas pequenas coisas e não somente pelas grandes... simplesmente por estar respirando. Nada temos a reinvindicar à existência; assim, tudo o que é dado é uma dádiva. Cresça cada vez mais em gratidão e reconhecimento, deixe que isso se torne seu estilo. Seja grato a todos. Se as pessoas compreenderem a gratidão, ficarão gratas por coisas que foram feitas positivamente e até por coisas que poderiam ter sido, mas que não foram feitas. Voce fica grato porque alguém o ajudou - esse é apenas o começo. Depois começa a se sentir grato por alguém não ter te prejudicado voce - ele poderia...e foi bondade da parte dele não ter prejudicado voce.
Uma vez entendido o sentimento de gratidão e permitido que ele se aprofunde em voce, começará a se sentir grato por tudo. E, quanto mais grato voce ficar, haverá menos queixas e menos resmungos. Uma vez desaparecidas as queixas, a infelicidade desaparecerá. Ela existe com as queixas, está enganchada nas queixas e na mente queixosa. A infelicidade é impossível com a gratidão. Esse á um dos segredos mais importantes a serem aprendidos. "

Osho

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Segunda-feira, Maio 12, 2008


Para Lorena, de sua mente

Agora que seremos só você e eu, que tal começarmos a ser mais amigas? Talvez eu te atormente tanto porque você, de certa forma, esqueceu um pouco de mim nos últimos tempos.... e agora que teremos que conviver 24 horas novamente, será o momento de entrarmos num acordo, sim?
Nada de desânimo. Você não está sozinha, aconteça o que acontecer. Eu sei que não vai ser fácil, e mesmo você já sabia que não seria.... mas agora que está feito, vamos procurar um ponto de equilíbrio.
Gostei de você hoje. Acordou cedo, arrumou sua cama, dobrou e guardou seu pijama, tomou banho, tomou café e foi entregar seu projeto (atrasado). Conversou com uma pessoa (já é alguma coisa). Fez compras carinhosamente, conversou até com a moça da banca de frutas e a moça do caixa, muito bem!
Voltou para casa, lavou o quintal. Chegou o gás. Chegaram as compras. Você instalou o gás. Você guardou e arrumou as compras direitinho, com direito à frutas e verduras já lavadas, mantimentos nos seus devidos potes. Muito bem, está me deixando orgulhosa!
Foi para a casa dele e dessa vez, nem chorou. É lógico que vocês ainda terão muitas histórias juntos, é óbvio que ele não vai sair da sua cabeça tão cedo, é claro que vocês ainda se amam. Mas vocês fizeram a coisa certa para o momento. Deixe agora que o tempo guie seus caminhos. Pegou suas coisas. Pegou suas carnes.
Voltou para casa, fez feijão pela primeira vez na vida. Cozinhou arroz. Separou em potinhos com a porção exata por dia. Fez seu frango, almoçou.
Lavou TODA a louça. Limpou o fogão. E agora, descansa antes de estudar...
É... a vida continua!

Sorte de hoje:
"Quantas vezes queremos ser bons e amáveis, e vemos destruídos nossos propósitos de virtude. Mas ser bom com é bom, que vantagem teremos? O heroísmo consiste, justamente, em ser bom com quem é mau"

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Terça-feira, Maio 06, 2008


Lorena em (não tão) boa forma

O inevitável aconteceu, por mais que eu tenha tentado não chegar à esse ponto. Não pensem vocês que aqui virou mais um daqueles blogs de pessoas fanáticas por dieta, muito menos que eu virei anoréxica ou bulímica. Longe de mim! Cultivo ainda o enorme prazer de comer e a deliciosa sensação da preguiça.
Acontece que depois desse feriado, atingi os 50 quilos. Atingi e ultrapassei, para ser sincera. CALMA! ALTO LÁ! Antes que alguém resolva me agredir, eu sei, eu sei, 50 quilos PARECE ser pouco, eu não deveria estar reclamando. MAS NÃO ME JULGUE! Antes de tudo, você deve estar ciente que a criatura que vos fala não tem muito mais que metro e meio. 1,52 e meio, para ser mais exata, mais ou menos o tamanho de uma criança de 11 anos. E nesses 4 anos de faculdade, um pouco mais de 7 quilos resolveram se instalar na minha circunferência, me fazendo passar das calças de criança (12, 14) para o 38, 40. É MUITO!
Portanto não teve jeito: à partir de hoje estou de D I E T A. Escrita assim, com todas as letras maiúsculas, que é para ver se me convenço disso. Já tomei o café-da-manhã com direito à uma xícara de chá branco e 1 1/2 fatia de pão integral com cream cheese. Agora espero a hora do lanche da manhã, para ter direito à mais uma xícara do tal chá e uma fatia de mamão. E em menos de uma hora acordada, já pensei em toda a comida do dia. Ô tristeza!
Agora.... ok, o chá branco está sendo noticiado em tudo quanto é parte, de revistas de dieta e ginástica à sites. Ok, ok, deve fazer bem.... agora, o que não entra na minha cabeça é que aquele pozinho diluido em uma xícara de água FRIA vá me fazer alguma coisa. Desde quando chá se faz com água fria? Ainda mais nesse tempinho? E o tal pó, teoricamente, DEVERIA dissolver e, de preferência, DEVERIA ter um gosto melhor. Arghhhhhhhhhh
Enfim... durante 15 dias, vou escrevendo aqui, para ver se alcanço algum resultado.... aguentem reclamações!

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Quarta-feira, Abril 30, 2008


Enquanto você dormia

Enquanto você dormia, eu acordei quatro vezes, embora em nenhuma delas eu estivesse realmente com vontade de acordar. Na quarta tocada do celular, levantei, caçei as roupas no escuro do quarto, me vesti e sai.
Enquanto você dormia, eu chegava em casa, tomava um café da manhã com o que resta de comida do armário e com o pouco de leite frio que ainda tinha na geladeira.
Enquanto você dormia, eu liguei o computador, li as notícias do dia, vi meus e-mails, orkut e tudo o que a vida moderna acaba me impondo.
Enquanto você dormia, eu doei, via internet, para várias causas ecológicas e sociais.
Enquanto você dormia, eu terminei meu projeto, o enviei ao meu orientador, anotei umas dúvidas a serem tiradas com esse e aquele professor.
Enquanto você dormia, o sol raiou.
Enquanto você dormia, os pássaros começaram sua sinfonia.
Enquanto você dormia, eu lavei a louça acumulada de mais de uma semana. Arrumei a casa levemente, apenas para guardar o excesso de desordem.
Enquanto você dormia, eu arrumei minha mala, combinando roupa a roupa, par a par, acessórios, cosméticos, maquiagem, livros, revistas.
Enquanto você dormia, eu alimentei e afaguei minha cachorra e meu camundongo.
Enquanto você dormia, eu lavei o quintal sujo de alguns dias, brinquei um pouco mais com a cachorra, ganhei alguns arranhões e algumas lambidas.
Enquanto você dormia, clareou de vez.
Enquanto você dormia, tomei um banho quente, muito mais para esquentar os pés e a alma do que para lavar o corpo.
Enquanto você dormia, arrumei tudo o que preciso levar hoje para a faculdade.
Enquanto você dormia, dona inspiração resolveu me visitar.
Enquanto você dorme, eu escrevo esse texto.
E é enquanto você dorme que eu sonho acordada.

Prontos para começar o dia?

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Sábado, Abril 26, 2008


Agora bateu o desespero de verdade. De repente, quando abro os olhos, tenho 21 anos, estou no último ano da faculdade sem ao menos ter um plano traçado para além desse ano. Ainda não trabalho, ainda dependo financeiramente dos meus pais, mal sei cuidar do meu nariz e, quando dei por mim, a maioridade bateu em minha porta, com todas as possíveis obrigações que uma pessoa passa a ter conforme se torna adulta...

Eu sei, pode parecer uma bela duma tempestade em copo de água, mas eu juro que não consigo enxergar o meu futuro, e isso me desespera!

Junto com isso, tenho uma saudade enorme de casa, mesmo sabendo que já não possibilidades de voltar para lá.... eu só queria ter um abrigo para me esconder....

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Terça-feira, Abril 15, 2008


Eu não estou aqui para provar nada para ninguém. Eu apenas estou aqui para ser e fazer feliz. PONTO.
E se cada um de nós tem tantos problemas assim, por favor, não arranjem tempo para tentar cuidar dos meus. Deixa que eu cuido. E PONTO FINAL.

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Segunda-feira, Abril 14, 2008


Hoje eu acordei com uma saudade cruel de um milhão de coisas que não posso mais ter. A solução? O conformismo e me ocupar tentando adiantar um pouco mais o meu projeto....

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Sábado, Abril 12, 2008


Vez ou outra eu sonho com esse blog. Coisa besta, sonho que entrei e vi que tinha mais comentários do que normalmente...
Mas o sonho dessa noite superou qualquer um! Sonhei que, ao entrar distraída no blog, tinha mais de 100 comentários em um mesmo tópico. Estranhando, descobri que o Sr. BloggerMan havia colocado meu nome naquela listinha de 10 mais da semana... e no sonho, eu ficava tão feliz que saía contando para a família toda o que havia acontecido.... mas acontece que na minha família ninguém sequer sabe o que é um blog, quanto mais que eu tenho um... e eu acordei frustrada, pois ninguém se alegrou com a minha conquista virtual.

Falando em sonhos... essa semana sonhei que minha família havia feito uma rifa de um carro... e não é que eu ganhei? Era um corcel cuja frente era roxa e ia passando por degradê até chegar no cinza. E hoje sonhei que meu avô deu um carrão para minha mãe, que por sua vez, me deu seu Uno. E o pior é que eu nem mesmo ligo para carros.... rs


Nessas últimas semanas, ando procurando uma forma de ganhar um dinheirinho extra (e quem é que não pensa nisso?), sem precisar gastar muita grana inicial e sem que eu precise doar muito do meu tempo para isso (final de faculdade, monografia para escrever, estágio para fazer, não dá!) E quem me conhece sabe da capacidade que minha imaginação e empolgação são capazes. Talvez o cúmulo das idéias tenha sido pensar em virar animadora de festa infantil.... ou até mesmo, em prestar concurso para Auditor Fiscal da Receita Federal. Peraí, vamos por partes, vamos aos contras:
- eu, animadora de festas infantis. No alto do meu 1,52 e meio (e eu realmente faço questão de incluir esse meio na minha pouca altura), no auge da minha tranquilidade, me vestir de palhaça e passar umas 4 horas cercada de crianças? Porque será que eu acho que elas não iriam me respeitar? Apesar dos meus 5 anos de teatro, não acho que sou capaz de enganar tanta gente ao mesmo tempo. E olhem, vou confessar que até mesmo comprei uns balões canudo e uma bomba manual (para aprender a fazer bichinhos).... baixei uma apostila virtual de mágicas.... outra de pintura facial.... mas depois de ponderar melhor, acho que não é para mim.
- eu, Auditora Fiscal da Receita Federal... ahhhh essa nem eu mesma consigo acreditar que cogitei. Estou no último ano da faculdade, faço Biologia, penso em fazer Psicologia. Direito? Vade retro, que nunca nunca nunca sequer cogitei a idéia. Odeio a seriedade, o excesso de leis que de nada servem, o excesso de seriedade. E acreditem ou não, cogitei comprar umas apostilas para começar a estudar.... ah, definitivamente eu preciso de um pouco mais de bom senso!

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Sábado, Abril 05, 2008


Comigo é tudo assim: urgente, decisivo, 8 ou 80, agora ou nunca. E se eu não agir rápido, quando o fogo da vontade/idéia/necessidade/urgência começou a queimar, tchau e bença, o fogo se extingue e o que antes me parecia tão certo/necessário/urgente passa a ser apenas mais uma reles idéinha de m****.

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Sexta-feira, Março 28, 2008


No fundo, no fundo, eu ainda sou aquela menina que a primeira vez que a tia da escola falou em possíveis problemas com a falta de água no planeta, punha um copo de água para evaporar no quintal, achando que ia ajudar a "fazer chover" e resolver o problema.... que quando ouvia problemas referentes à qualidade do ar, ao desmatamento, ia pra casa e começava a plantar feijões e girassóis e distribuia sementes na sala.... que chorava (e ainda choro) ao ver animais sendo maltratados... que se revolta com as injustiças sociais, com o preconceito, com a desigualdade.... no fundo, no fundo, nada disso mudou.
Eu sempre quis salvar o mundo. Eu sei, eu sei, vindo de uma menina de 21 anos (porque eu, sinceramente, ñ consigo me chamar de mulher) isso parece ridículo. Mas eu quero. E tento, de várias maneiras, contribuir para isso.
Toda essa ladainha só para dizer aos poucos leitores desse blog que ali na barra à esquerda, existe um tópico chamado "Já fez sua boa ação de hoje? Doe grátis!", seguida de vários links para doação via internet. É só clicar, é de graça. Vamos lá, façam sua parte!

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Quarta-feira, Março 12, 2008


Ontem fiz minha primeira compra ecologicamente correta, ou quase isso.... nada de carro, nada de sacolas plásticas.... foi uma experiência bem interessante.
Armados de carrinho de feira, duas sacolas grandes que ganhei para essa finalidade, lá fomos, eu e Kadu, rumo ao supermercado. Engraçado notar a reação das pessoas que passaram por nós.
Chegamos ao supermercado. Fizemos as compras. E na hora de passar no caixa, como convencer o empacotador de que nós NÃO queríamos NENHUMA sacola plástica? Conforme passávamos a compra, fui distribuindo todos os ítens entre o carrinho e as sacolas. Todos os descuidos resultavam em algum ítem embrulhado na maldita sacolinha.... ô mania!
A moça do caixa ficou bem curiosa com nossa decisão. Contei que fazemos biologia e que trabalhamos com educação ambiental e tudo.... comentou que seu sonho também era fazer biologia.... enfim...
Durante a volta conseguimos perceber que um cadeirante provavelmente teria dificuldades em se locomover por aquelas calçadas em péssimo estado e sem rampa.... depois de muito enroscar em buracos, de quase termos alguns ítens roubados por dois manos de bicicleta, conseguimos chegar em nossas casas, com a sensação de dever cumprido....
Minha consciência ficou realmente feliz com o feito.... enão precisei arranjar o que fazer com as ditas sacolinhas.... e de agora em diante, minhas compras serão todas feitas de maneira semelhante. Experimente você também!

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Segunda-feira, Março 03, 2008




Certas coisas não foram feitas para serem questionadas.
Certas coisas não foram feitas para serem comentadas.
Certas coisas não possuem uma finalidade óbvia.
Certas coisas simplesmente acontecem.
Certas coisas simplesmente estão lá.
Certas coisas sempre estiveram lá.
Certas coisas apenas são.

delirado por SombradeSonhos

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Sábado, Março 01, 2008


Que eu nunca fui lá uma das pessoas mais normais desse mundo - eu sempre soube.
Que eu provavelmente tinha alguma desordem psicológica - eu sempre soube.
Que eu sou exagerada, sentimentalóide, esquisita - eu sempre soube.
Mas agora... depois de fazer um desses testes ridículos que podem ser encontrados em toda a internet, eu realmente fiquei preocupada (e se você for muito próximo a mim, talvez fique preocupado com suas companhias)...

DisorderRating
Paranoid Disorder:Moderate
Schizoid Disorder:Moderate
Schizotypal Disorder:High
Antisocial Disorder:Low
Borderline Disorder:Moderate
Histrionic Disorder:High
Narcissistic Disorder:Moderate
Avoidant Disorder:High
Dependent Disorder:Moderate
Obsessive-Compulsive Disorder:Low

-- Personality Disorder Test - Take It! --
-- Personality Disorders --



Alguém me indica um bom psicólogo, psiquiatra, padre, pastor, pai de santo ou algo assim? hahahahahhahahah
A internet me diverte cada dia mais!

delirado por SombradeSonhos

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controlo minha respiração,

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